quarta-feira, 28 de outubro de 2009

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Exclusão Social





























A temática da exclusão social em qualquer lugar do mundo incluindo o Brasil é vasta. Embora essa situação seja multidimensional e passível de mudança em função de diversidades regionais, de fatores culturais, das condições da economia e do momento histórico, fica difícil defini-las coerentemente para todos os casos.
Nas fotos em que tirei procurei retratar a pobreza presente em nosso município de diferentes ângulos. Em um primeiro momento, encontrei crianças de classe econômica baixa, brincando na terra, onde deveria estar um passeio, a pele queimada, roupas sujas, alguns pés descalços e outros com chinelos surrados, porém felizes, mostra que apesar da pobreza elas ainda conseguem sorrir e brincar tranquilamente, diferente da miséria em que vive o povo africano, onde os brinquedos são caveiras de mortos, e chinelos são feitos com garrafas pet usadas.
Logo depois, pude retratar outro estado emocional, no qual, adultos estavam na calçada de suas casas em um sofá velho discutindo sobre a vida.
Em outro momento, retratei dois moradores de rua, que se diziam mãe e filho, a senhora mal vestida, com um pé muito machucado enrolado em um pano sujo, e um homem com doença mental, segurando um rádio dizia estar ouvindo música.
Confesso que me emocionei ao entrar em um lar para idosos humilde, com um cheiro forte, e deparar com um senhor negro na cama. Tive a curiosidade de perguntar para a mulher que me recebeu se aquele senhor tinha noção do que eu estava fazendo ali, uma vez que ela disse a ele, “Essa moça veio tirar fotos de você!”. A mulher disse que ele não havia noção, embora ela tivesse dito o que fui fazer lá, ele tem demência, ou seja, uma doença que atrofia o cérebro e a pessoa perde total noção do que ela esta fazendo.
Concluindo o trabalho, percebi o quanto somos egoístas, vivemos no luxo sem se quer importar com aqueles que passam por dificuldades financeiras e psicológicas.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Olá pessoas!




Nas fotos estão os alunos de Jornalismo, Rodrigo, Bruno e Kely.


Oii gente, então na aula passada de Fotojornalismo nós fomos para o estudio, e resolvi postar as minhas fotos aqui!!!!! Kisses








segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Curiosidades!

Semana Cultural do Peixe
Mariana Provazzi – 2º período de jornalismo

Concurso de Gastronomia e Corrida do Peixe são só algumas das atividades programadas para a 1ª Semana Cultural do Peixe, que será realizada de 8 a 13 de setembro, em Uberaba. Programação variada em diferentes pontos da cidade, conta com o diretor do curso de Nutrição Ricardo Coelho.
Durante a semana alguns estabelecimentos comercializarão o peixe Tilápia , Com a presença de alguns alunos do curso de Engenharia de Alimentos (FAZU) e Nutrição (UNIUBE), alertando sobre os benefícios que traz o peixe nas alimentações diárias.
A campanha trazer traz dicas sobre o que se deve ser observado na hora da compra, e qual a melhor forma de se fazer o peixe, ressaltando o modo como se deve conservar o alimento, uma vez que, este é perecível.
Mais informações entre no site da Uniube, http://www.uniube.br/ .

Matéria feita pro Pôr no Mural


Adote um animal

Mariana Provazzi – 2º período de Jornalismo

A Feira de Adoção de Animais, promovida pelo projeto Universidade Amiga dos Animais, acontece sempre aos sábados, em dois pontos distintos da cidade, apresentando cães e gatos abandonados. Para adotar um animalzinho, basta ser maior de 18 anos, portar um documento com foto e assinar um termo de adesão. O projeto é coordenado pelo professor de Medicina Veterinária, Cláudio Yudi, conta com 22 alunos da Uniube e com parceria do Centro de Zoonozes e da clínica veterinária Templo dos Anjos. O estudante que participa da feira ganha 30 créditos para o PIAC. Para mais informações, acessse http://universidadeamiga.blogspot.com.

Próximas feiras: • 05/09 • Rua Oswaldo Cruz • 8h às 11h
• 12/09 - Praça Jorge Frange • 19 às 21h

sábado, 5 de setembro de 2009

Guerrilla Girls

No início do semestre fiz um trabalho sobre as Gerrillas Girls. Confiram um pouquinho dessa história e como essas 'super' mulheres interferem na sociedade.

“Guerrilla Girls”
As Guerrilla Girls se juntaram pela primeira vez em 1985, quando o museu de arte moderna de NY, abriu uma pretensa seleção do que seria arte contemporânea mais significativa daquele momento. Dos 169 artistas apenas 13 eram mulheres e todos brancos. Um grupo de mulheres fizeram piquetes (grupo de grevistas encarregados de provocar o alastramento da greve) na porta do museu, assim nasceram as GG, que logo começaram a espalhar pôsteres de protestos pelas ruas do SoHo (bairro de NY) denunciando a ausência de mulheres em suas galerias.
O nome do grupo de protestantes veio com o fato das meninas quererem chamar a atenção do público, no caso Guerrilla foi uma brincadeira relacionada às guerrilhas, no qual a principal estratégia é a ocultação e extrema mobilidade dos combatentes chamados de guerrilheiros. E a junção entre Guerrilla e Girls deve-se ao fato de serem todas mulheres feministas lutando por um mesmo ideal, a inclusão de mulheres no mundo da arte.
Seus primeiros posters, assinados como Conscience of the Art World (consciência no mundo da arte) aparecem afixados em quiosques, paredes e muros de construções de Manhattan em 1985. Também espalharam adesivos nos banheiros das casas de espetáculos com os seguintes dizeres: “Neste teatro é proibido tirar fotos, usar aparelhos de gravação e produzir peças de mulheres – a gerência”.
Essas suas formas de proceder em públicos, suscitaram a questão de que seria um retorno ao movimento feminista, que nos anos 70 introduziram mulheres artistas no mercado. Mas nos anos 80, quando o investimento em arte torna-se lucrativo, mulheres, principalmente as de cor, são excluídas, quase que completamente do mundo da arte.
Suas reinterpretações do movimento feminista com o uso dos meios técnicos da comunicação de massa e da sociedade de consumo, acabando que por atingir o objetivo de inserção na mídia.

GUERRILLA GIRLS E A SOCIEDADE

As GG não esperavam retorno pelo que faziam, só queriam um pouco de diversão com seus adversários para libertar a raiva que sentiam, queriam praticar um pouco do feminismo com novas táticas e estratégias. Foi uma surpresa quando tantas pessoas se indentificaram com elas, incluindo mulheres brasileiras, européias, japonesas, mostrando seus interesses nas atitudes e pensamentos das protestantes.
As meninas criaram mais de sessenta cartazes diversificados, analisando diferentes aspectos do sexismo e racismo na cultura em geral. Receberam vários convites para se apresentarem em museus e bibliotecas, criando assim o hábito de se apresentarem para grandes platéias.
A palavra “combate” não é exagero, pois trata-se, para elas, de ocupar, isto é, de conquistar um espaço qualificado como ideológico. Em seus primeiros trabalhos escolheram intervir nesse terreno. Radicalmente na maioria das pesquisas feministas anteriores e mesmo contemporâneas, tomavam por objeto as mulheres artistas, esquecidas e desconhecidas, retraçavam suas vidas e escreviam suas obras.

Trabalho de Estética!

Trabalho aplicado pela professora Elisa, para a matéria de Estética, nele explicamos O Prazer na Experiência Estética.

O PRAZER NA EXPERIÊNCIA ESTÉTICA

Introdução

Nos capítulos anteriores observamos que a estética está diretamente relacionada ao intuito de provocar sensações no homem.
Partindo do princípio que a beleza está nos olhos de quem vê, tentaremos responder à pergunta que abre este capítulo, baseado na relação de prazer e não- prazer que compõe a experiência estética de cada um:

“De onde provém esse sentimento de prazer, concomitante ao da beleza?”

Baseado na experiência.

A experiência estética nasce primeiramente de um contato inicial do indivíduo com a obra. A esse primeiro contato toda carga cultural do indivíduo aí se agrupa e a experiência estética se amplia.
É de fundamental importância tudo aquilo que o indivíduo acumula ao longo de sua existência para ter uma fruição mais ampla da obra, já que se trata de uma experiência puramente intelectual, embora essa prática nos chegue através dos sentidos.
Uma pintura vista ao final de um dia pode nos trazer sensações ou percepções completamente diferentes daquelas de quando vimos essa mesma obra no início desse mesmo dia, visto que aquilo que acumulamos no decorrer das horas faz com que nossa observação e nossa sensação também se modifiquem. A dinâmica é o que pauta a nossa existência e se existimos para sentir, obviamente a estática não irá predominar nesse momento da nossa vida.
Vivaldi com suas Quatro Estações leva-nos aos campos floridos, às chuvas de verão e à monotonia do outono. As suas frases musicais são tão plenas de ondulações e ritmos que a natureza se desenvolve à nossa frente. Já Chopin, com seus noturnos, testemunha a atmosfera romântica e fria de Viena e as sensações paradoxais preenchem nossos espíritos. Wagner não é executado em Israel. Hitler admirava sua música, a qual ilustra, na ótica de alguns a supremacia alemã. Dessa forma, fica clara a importância do aspecto cultural na percepção que temos de todas as obras de arte que nos são apresentadas. Somos produtos do que conhecemos e das sensações que podemos elaborar a partir desse conhecimento.
A estética nos permite apreciar não apenas acontecimentos belos e felizes. Ela nos proporciona a oportunidade de apreciarmos fatos tristes, fúnebres, e também a realidade cruel que muitas vezes não temos contato. Isto ocorre como relatado no texto, no caso do filme Pixote a lei do mais fraco, no qual nos é apresentada a situação de um menino de rua. Embora saibamos da existência desta realidade não a conhecemos a fundo, o filme nos dá essa possibilidade e através dela apreciamos essa experiência. Isso é possível, pois o que apreciamos é o símbolo, não a realidade em si.
Algumas vezes a experiência estética pode causar também uma sensação de desprazer. A primeira das razões para a ocorrência deste desprazer, conforme o autor é a dificuldade do homem em transitar entre percepção prática e percepção estética. Ou seja, não vemos a beleza por não pararmos para apreciá-la. Outra razão é que distorção da percepção, quando a pessoa não consegue mais distinguir o que é real do que não é. É o que não texto foi chamado de não pensar o “Como se...”. Em sequência existem também casos de verdadeiras patologias, quando obra é capaz de desencadear na pessoa verdadeiras neuroses e psicoses. A última destas razões é a ausência de familiaridade com os símbolos e códigos que compõem a obra. Falta ao receptor a capacidade de ler obra, de conhecer o vocabulário desta para assim compreendê-la.
O que pudemos entender é que a estética nos permite desfrutar de sensações diversas e vivenciar fatos os quais não fazem parte da nossa vivência cotidiana, mas para isso é necessário manter a mente aberta e adquirir conhecimento, e assim aproveitá-las por completo.

Apêndice

Em nossas pesquisas para a realização deste trabalho, encontramos no caderno “Ilustrada” da Folha de São Paulo, de 27 de agosto, uma crônica do Contardo Calligaris sobre o tema - A experiência estética. Segue abaixo uma pequena resenha com nossos comentários.

Saber e experiência

Por que visitamos museus?
Procuramos experiência ou queremos nos cultivar?

Em sua crônica, Contardo Calligaris afirma que a experiência estética pessoal muitas vezes é mais importante do que o conhecimento sobre as obras.
Segundo ele muitas pessoas, ao parar em frente a uma obra, atêm-se primeiro à pequena placa com o nome do artista, título e data da obra, e quando se dão conta de que se trata de um artista desconhecido, ela simplesmente a ignora e passa a procurar por uma mais “famosa” para apreciar mais profundamente.
“E há os grupos de turistas, forçados a correr de uma “obra-prima” a outra, atropelando obras menores, que talvez fossem para eles (quem sabe, só para eles) decisivas.” explica Contardo.
Compreendemos que o saber melhora nossa experiência estética. Mas se privilegiarmos demais o saber, talvez nunca sairemos dos caminhos pré-determinados e, pior ainda, forçaremos o molde de nossa experiência no pouco que sabemos.
Em um relato pessoal, Calligaris conta sua experiência ao visitar pela primeira vez o Museu do Prado em Madri aos 14 anos.
“Eu só queria ver a pequena sala onde estavam os quadros de Hieronymus Bosch. Ao entrar, fui hipnotizado pelo azul estranho e intenso do céu numa paisagem de Joachim Patinir, um pintor flamengo da mesma época, que eu não conhecia. Não li a placa e “atribui” a Bosch o quadro de Patinir e saí feliz de ter descoberto “meu Bosch preferido”, que era tão diferente dos quadros de Bosch mais conhecidos e reproduzidos.
Se tivesse lido a placa, provavelmente eu teria de esquecer o céu de Patinir e destinar minha atenção só aos quadros de Bosch; em obséquio ao meu saber, que era modesto trivial, eu teria renunciado a uma experiência cuja lembrança ainda me encanta”.
A pergunta feita por Calligaris em sua crônica também nos é útil a essa altura:
“O que aconteceria em nós, visitantes, se os museus escondessem toda a informação sobre as obras expostas?”
Em suma: O debate entre saber e experiência, por mais que seja um clássico do pensamento pedagógico, é sem solução. A falta de saber compromete e empobrece a experiência, mas, sem a liberdade da experiência imediata, o saber se torna chato, estupidamente repetitivo e, no fundo, frívolo.

Resenha da crônica de Contardo Calligaris publicado no caderno “Ilustrado” da Folha de São Paulo de 27 de agosto 2009.

Referências:

DUARTE, João-Francisco Jr. O que é Beleza. 3ªed. São Paulo. Brasiliense. 1991. 94p. ISBN 8511011676


CALLIGARIS,Contardo. Saber e experiência. Folha de São Paulo, São Paulo, Ilustrada, p E10, 27 agos. 2009.